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Mobilização nacional protesta contra a proibição do teatro de rua

Publicado por Oigalê em 28/08/2010 na categoria Movimentos, Rede Brasileira de Teatro de Rua

No dia 23 de agosto, às 11 horas, grupos representantes da Rede Brasileira de Teatro de Rua do Rio Grande do Sul (RBTR/RS) protestaram contra a proibição do teatro de rua em espaços públicos. A ação faz parte de um movimento nacional que mobilizou a classe artística em todo o Brasil.

Em Porto Alegre os artistas foram às ruas para chamar atenção sobre o não cumprimento do Artigo 5º da Constituição Federal que prevê a liberdade de expressão, manifestação artística, entre outros, no território nacional sem prévia autorização. A caminhada iniciou na Cia de Artes (Rua dos Andradas) e seguiu até o chafariz, na frente da prefeitura municipal. Veja as fotos do protesto:

Veja a mobilização em outros estados:

Maranhão - http://brincantenarua.blogspot.com/
São Paulo - http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/230810_b_infonline.htm
São Paulo - http://www.mtrsaopaulo.blogspot.com/
Presidente Prudente / SP - http://oimparcial.uol.com.br/site/conteudo-ver.php?codigo=28072&categoria=23

A ação nasceu porque recentemente o grupo Off-Sina, do Rio de Janeiro, foi proibido de apresentar o seu espetáculo em espaço público. Essa, inclusive, tem sido a regra: negar sistematicamente as autorizações. Negar ao povo o direito à cultura popular e gratuita!

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XXVI Encontro do Movimento Popular Escambo Livre de Rua

Publicado por Oigalê em 18/07/2010 na categoria Teatro de Rua

movimentopopular

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Amazônia Encena na Rua 2010 e Teatro de Rua

Publicado por Oigalê em 08/07/2010 na categoria Rede Brasileira de Teatro de Rua

Festival de Dança – CARTAZ

Amazônia Encena na Rua – CARTAZ

Seminário Amazônico de Teatro de Rua – PROGRAMAÇÃO

cartaz_danca

cartaz_seminario

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Carta do Rio Grande do Sul

Publicado por Oigalê em 19/06/2010 na categoria Rede Brasileira de Teatro de Rua

A Rede Brasileira de Teatro de Rua reunida em Canoas, Rio Grande do Sul, de 01 a 06 de maio de 2010, em seu 7º Encontro reafirma sua missão de:

· Contribuir para o desenvolvimento do fazer teatral de rua no Brasil e na América Latina;

· Lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado, por meio de fundos públicos de cultura, garantindo assim o direito à produção e ao acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros;

· Possibilitar as trocas de experiências artísticas entre os grupos de teatro da rede;

· Reafirmar a necessidade de uma nova ordem por um mundo socialmente justo e igualitário.

 

A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins pertencentes a RBTR podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.

O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma presencial e virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais de forma rotativa de maneira a contemplar todas as regiões do país. Os articuladores de todos os Estados, bem como os coletivos regionais, deverão se organizar para participarem dos encontros.

Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

 

· Pela imediata regularização da ocupação definitiva do Hospital Psiquiátrico São Pedro, pelos grupos: Oigalê, Povo da Rua, Caixa Preta, Falus & Stercus e Neelic, que tem sua origem e desenvolvem seu trabalho artístico e cultural na cidade de Porto Alegre/RS.

· A representação do teatro de rua nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias Municipal, Estadual e Federal;

· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03 (atual PEC 147), que vincula para a cultura, o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e Distrito Federal e 1% no orçamento dos municípios;

· Reformulação da lei 8.666/93 das licitações, convênios e contratos, com a criação de um capítulo específico para as atividades artísticas e culturais, que contemple nas alterações, a extinção de todas e quaisquer formas de contraprestação, considerando que o trabalho artístico de rua já cumpre função social.

· A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do Estado, por meios de programas e editais em formas de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;

· A criação de programas específicos que contemplem: produção, circulação, formação, registro e memória, manutenção, pesquisa, intercâmbio, vivência, mostras e encontros de teatro de rua.

· Criação de um programa interministerial (MINC/MINISTÉRIO DAS CIDADES) em parceria com os Estados e Municípios para a construção e/ou reforma de espaços públicos (praças, parques e outros), adequando-os as necessidades dos artistas e trabalhadores das Artes de Rua, além da inclusão imediata destes espaços no programa de construção dos equipamentos culturais do PAC.

· Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos, Plano Nacional de Cultura e outros;

· Garantir a aplicação dos recursos obtidos através da extração do petróleo na região pré-sal, para o teatro de rua.

· A criação de um programa nacional de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede do trabalho e pesquisa dos grupos de teatro de rua;

· A extinção de todas e quaisquer cobranças de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim, o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;

· Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade, levando em consideração as especificidades de cada região (ex: custo amazônico);

· Que os editais Myriam Muniz e Artes Cênicas de Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;

· Criar, dentro do fundo setorial de artes cênicas, o edital: “Prêmio Brasileiro de Teatro de Rua”, levando em conta as especificidades de cada região, bem como a ação continuada e comprovada de grupos, cias, coletivos e artistas conforme proposta da Rede Brasileira de Teatro de Rua;

· Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas e indicadas pelos artistas, bem como a criação de mecanismos de acompanhamento e assessoramento dos artistas-trabalhadores e grupos de teatro de rua e afins;

· Promover o maior intercâmbio entre o Brasil e demais países da América Latina, através de programas específicos;

· Que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;

· O direito à indicação de representantes do teatro de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos;

· Exigimos o apoio financeiro da Funarte aos Encontros Nacionais e Internacionais de Teatro de Rua, tendo como foco a América Latina, no valor equivalente ao montante que é repassado àqueles realizados pela Associação dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

· Que seja incluído dentro das Universidades, instituições de ensino e escolas técnicas, matérias referentes ao estudo do Teatro de Rua, da Cultura Popular Brasileira e do teatro da América Latina.

· A valorização e financiamento das publicações e estudos de materiais específicos sobre teatro de rua e manifestações da cultura popular, respeitando sua forma de saber enquanto registro.

· Que o MINC realize uma reforma na diretoria de Artes Cênicas da FUNARTE, transformando as atuais coordenações em diretorias setoriais de Teatro, Circo e Dança.

· Inclusão dos programas setoriais nos mecanismos do Procultura;

· O 8º Encontro de Articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua acontecerá em Campo Grande, Mato Grosso do Sul concluindo o ciclo de encontros presenciais em todas as regiões do Brasil.

 

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, instituímos o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclamamos os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

Reunidos nestes 6 dias, ficou decidida a localidade do próximo encontro, que será sediado na região Centro Oeste, no Estado do Mato Grosso do Sul.

“A rua é sempre o firmamento de toda arte”

Ray Lima
06 de maio de 2010
Canoas / RS
Rede Brasileira de Teatro de Rua

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Carta de Canoas/RS

Publicado por Oigalê em 08/02/2010 na categoria Movimentos

3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul
Fórum Social Mundial 2010 – 10 anos

Os artistas trabalhadores e grupos da região sul – RS, SC e PR, pertencentes à Rede Brasileira de Teatro de Rua reunidos em Canoas, RS, entre os dias 25 e 29 de janeiro de 2010, realizaram o 3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul, dentro das atividades do Fórum Social Mundial – 10 anos, reafirmado a missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, endossando ainda, a luta por uma nova ordem e por um mundo socialmente justo e igualitário.

Em busca do aperfeiçoamento dos sonhos dos articuladores da Rede, o 3º Encontro de Teatro de Rua da Região Sul consolidou em sua programação apresentações, oficinas, reflexões e discussões políticas. Esse modelo aponta um caminho possível para a realização de futuros encontros, possibilitando equilíbrio entre apresentações locais/regionais e a presença de articuladores nacionais.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos de rua e afins pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para assim, ampliar cada vez mais suas ações e pensamentos.

Os articuladores da região sul pertencentes à Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

  • A criação de programas de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede dos grupos de pesquisa e trabalho continuado, tornando-se centros de referência para o teatro de rua;

 

  • Manutenção e permanência de espaços públicos que já possuem ocupação de grupos de pesquisa através de comodato e/ou convênios, como por exemplo o Hospital Psiquiátrico São Pedro de Porto Alegre/RS (com os grupos Oigalê, Povo da Rua e Falos e Stercus) e o espaço Centro Social e Cultural de Garibaldi/RS (com o grupo Hora Vaga);

  • Que as instâncias públicas e privadas respeitem a tradição “de passar o chapéu” nas apresentações do teatro de rua, independente de haver ou não subvenção para a realização do espetáculo;

  • Representações do teatro de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos, colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;

  • Imediata implementação da Lei de Fomento de Porto Alegre, bem como a criação de novas leis em outros municípios dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;

  • Extinção da Lei Rouanet e da LIC/RS e de quaisquer mecanismos de financiamento que utilizem a renúncia fiscal;

  • A utilização da verba pública através do financiamento direto do estado, por meios de programas e editais, em formas de prêmios, elaborados pelos segmentos organizados da sociedade;

  • A criação de programas específicos a nível municipal, estadual e federal que contemplem: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa, mostras e encontros para o teatro de rua e mérito artístico na capital e interior dos estados;

  • Mostras de teatro de rua, com encontros da rede estadual ou nacional de teatro de rua, dentro dos festivais já consagrados da Região Sul, como por exemplo: Porto Alegre Em Cena, Caxias em Cena, Iznard Azevedo, Festival de Curitiba, Festival de Joinville, Festival de Londrina, Fetel e Ponta Grossa, entre outros;

  • A permanência de pelo menos um articulador de cada grupo durante os Festivais, Mostras e Encontros, possibilitando o intercâmbio e a troca de experiências;

  • Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos e no Plano Nacional de Cultura;

  • A extinção de todas e quaisquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;

  • Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade, fomentando também o intercâmbio entre companhias de diferentes cidades;

  • Que os editais Myriam Muniz e Artes Cênicas de Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;

  • Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas, tendo ainda a atribuição de acompanhar o projeto até sua finalização com os respectivos pareceres;

  • Que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;

 

  • Apoio financeiro da Funarte aos Encontros de Teatro de Rua;

  • Que os grupos de teatro de rua desenvolvam ações coletivas nos seus espaços durante seus eventos;

  • Criação de Fundos Estaduais, tendo uma proporcionalidade entre capital e cidades do interior.

 

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, reafirma-se o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclama-se os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

 

“Eu não faço teatro. Eu faço vida.
Eu não vou ao povo, eu sou povo”
Junio Santos

“Teatro de rua no Brasil, sozinho, nunca mais”
Richard Righetti

 

29 de janeiro de 2010
Fórum Social Mundial – 10 anos
Parque Eduardo Gomes – Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil

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Carta do Acre

Publicado por Oigalê em 05/11/2009 na categoria Movimentos

A Rede Brasileira de Teatro de Rua reunida em Rio Branco, Acre, nos dias 02 e 03 de novembro de 2009, no seu 6º Encontro reafirma sua missão de lutar por políticas públicas culturais com investimento direto do Estado em todas as instâncias: Municípios, Estados e União, para garantir o direito à produção e o acesso aos bens culturais a todos os cidadãos brasileiros; reafirmando ainda, nossa luta por uma nova ordem e por um mundo socialmente justo e igualitário.

A Rede Brasileira de Teatro de Rua, criada em março de 2007, em Salvador/Bahia, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os artistas-trabalhadores e grupos de rua e afins pertencentes a ela podem e devem ser seus articuladores para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, suas ações e pensamentos.

O intercâmbio da Rede Brasileira de Teatro de Rua ocorre de forma presencial e virtual, entretanto toda e qualquer deliberação é feita nos encontros presenciais, sendo que seus membros farão, ao menos, dois encontros anuais. Os articuladores de todos os Estados, bem como os coletivos regionais, deverão se organizar para participarem dos encontros.

Os articuladores da Rede Brasileira de Teatro de Rua, com o objetivo de construir políticas públicas culturais mais democráticas e inclusivas, defendem:

  • Pela imediata aquisição, por parte dos poderes públicos competentes, do imóvel onde funcionava a antiga delegacia de polícia da cidade de Xapuri/AC, para que se torne sede permanente dos grupos de teatro “Poronga” e “Arte na Ruína”, que tem sua origem e desenvolvem seu trabalho artístico e cultural nessa cidade.
  • A representação do teatro de rua, nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipal, estadual e federal;
  • A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03 (atual PEC 147), que vincula para a cultura, o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% no orçamento dos estados e distrito federal e 1% no orçamento dos municípios;
  • Aprovação no Senado do projeto de Lei 200/2009, o Simples Nacional, que reduz a carga tributária para as atividades de produção e apresentação artística e cultural;
  • A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, por compreendermos que a utilização da verba pública deve se dar através do financiamento direto do estado, por meios de programas e editais em formas de prêmios elaborados pelos segmentos organizados da sociedade; para tanto, em apoio ao Movimento 27 de Março, sugerimos modificações no PROFIC (anexo);
  • A criação de um programa específico que contemple: produção, circulação, formação, registro, documentação, manutenção e pesquisa, mostras e encontros para o teatro de rua e mérito artístico;
  • Que os espaços públicos (ruas, praças, parques, entre outros), sejam considerados equipamentos culturais e assim contemplados na elaboração de editais públicos e no Plano Nacional de Cultura;
  • A criação de um programa nacional de ocupação de propriedades públicas ociosas, para sede do trabalho e pesquisa dos grupos de teatro de rua;
  • A extinção de todas e quaisquer cobrança de taxas, bem como a desburocratização para as apresentações de artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins, garantindo assim, o direito de ir e vir e a livre expressão artística, em conformidade com o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira;
  • Que os editais para as artes sejam transformados em leis para garantia de sua continuidade;
  • Que os editais Myriam Muniz e Artes Cênicas de Rua sejam publicados no primeiro trimestre de cada ano com maior aporte de verbas e que seja publicada a lista de projetos contemplados e suplentes, e a divulgação de parecer técnico de todos os projetos avaliados;
  • Que os editais sejam regionalizados e sejam criadas comissões igualmente regionalizadas, tendo ainda a atribuição de acompanhar o projeto até sua finalização com os respectivos pareceres;
  • Que as estatais contemplem com equidade, em seus editais, o teatro de rua, respeitando o critério de regionalização;
  • O direito à indicação de representantes do teatro de rua nas comissões regionalizadas dos editais públicos;
  • Exigimos o apoio financeiro da Funarte aos Encontros Nacionais de Teatro de Rua no valor equivalente ao montante que é repassado à aqueles realizados pela Associação dos Festivais Internacionais de Artes Cênicas do Brasil.

 

O Teatro de Rua é um símbolo de resistência artística, comunicador e gerador de sentido, além de ser propositor de novas razões no uso dos espaços públicos abertos. Assim, instituímos o dia 27 de março, dia mundial do teatro e dia nacional do circo, como o dia de mobilização nacional por políticas públicas, e conclamamos os artistas-trabalhadores, grupos de rua e afins e a população brasileira a lutarem pelo direito à cultura e à vida.

“Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade, é aquele que a transforma.” Augusto Boal

 

04 de novembro de 2009

Sala Matias – Teatro Barracão / FETAC

Rio Branco, Acre

Rede Brasileira de Teatro de Rua

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A rua e os espaços abertos

Publicado por Oigalê em 28/08/2009 na categoria Movimentos

txt: Amir Haddad

Há diferença entre rua e espaço aberto, embora evidentemente a rua seja um espaço aberto.

O teatro é  uma arte pública; não nasceu necessariamente na rua, mas é uma arte de espaços abertos.  Levar o Teatro para as ruas  significa devolvê-lo a seu lugar de origem recuperando sua natureza de atividade pública  que se realiza nos espaços abertos das cidades.  Centro  e Periferia. Recupera o conceito mesmo de espaços públicos para o encontro da população. Assim a idéia de espaço publico fica muito maior  do  que a idéia de rua, conforme a  concebemos hoje nas cidades modernas.

Quando vamos às ruas  para fazer algum trabalho, por menor que ele  seja, sabemos muito bem que estamos retrocedendo na historia para avançarmos em direção a um novo tempo e a uma maneira muito nova, embora evidentemente muito antiga, de ocupação  dos espaços públicos urbanos e de diálogo com seus cidadãos, sem nenhuma espécie de discriminação, a começar pelo custo do ingresso, absolutamente inexistente dada a natureza publica do evento. Pensamos uma outra cidade e portanto um outro futuro. Mas encontramos grandes dificuldades para implantação destas pequenas Utopias. As políticas publicas oficiais  são extremamente privatizadoras e excludentes, e as praças e ruas  cada vez mais perdem  suas características de lugares públicos  para o convívio urbano indiscriminado  e se transformam em espaços  fechados onde o cidadão  não encontra abrigo.

Desde sempre as manifestações de vida têm sido confundidas com desordem.  O que mobiliza imediatamente uma reação contraria,  a favor da ordem.  Nesta “reação” as cidades  e suas  ruas vão sendo limpas e saneadas e neste “arrastão” da ordem vai de entulhada  tudo o que as ruas ou as cidades poderiam estar produzindo de novo ou surpreendente. 

Sonho com uma  cidade luminosa onde a criatividade humana possa se manifestar livremente sem estar submetida aos controles ideológicos, artísticos,  morais e administrativos a que hoje estas manifestações estão sujeitas. Santa Catarina tirou os malabaristas dos sinais luminosos, o Ademir Leão, que toca Sax nas ruas do Rio  foi proibido de tocar,  voltou por exigência  popular.  Por força de meu oficio foi  grande meu contato  com o “povo de rua” , de toda espécie. Como diria Galileu  Galilei,  não foi pouco o que eu aprendi com esta gente.  Porém, pelo andar da carruagem  não será esta a cidade que iremos desenvolver, e sim outra “perfeitamente” asseada  e saneada onde qualquer homem  branco dominante possa andar sem perigo de ser ameaçado. Conseguiremos esta “perfeição” étnica, política,  racial, como queria Hitler?     

Se tivéssemos  tantos artistas nas ruas  como temos desempregados, marginais e policia  nossa cidade seria melhor. Ou será que achamos que vivemos no  melhor dos mundos e que basta limpá-lo  para mantê-lo em “ordem”?

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